Brinquedos e Brincadeiras

Ioiô

O ioiô é um dos brinquedos mais antigo do mundo. A história desse simples objeto é tão fascinante quanto seu funcionamento.

A origem do ioiô é um mistério. Grécia, China, Filipinas. Diversos lugares do mundo podem ter sido o berço do ioiô. "Ioiôs" rústicos de barro e de metal já foram encontrados em ruínas gregas de cerca de 2500 anos. Brinquedos similares eram usados pelos chineses antes disso.

No fim da idade média o ioiô chegou à Europa, onde a nobreza da França e Inglaterra usava o ioiô para relaxar e se afastar um pouco das suas tarefas. Há relatos que afirmam que as tropas de Napoleão se divertiam com ioiôs antes das batalhas. Nessa época, ele era conhecido como l'emigrette ou bandalore. O ioiô, na sua forma atual, nasceu nas Filipinas, onde é até hoje um brinquedo muito popular. Foi só em 1928, no entanto, que o ioiô começou a se popularizar no resto do mundo, quando um filipino, Pedro Flores, levou o ioiô para os Estados Unidos e começou a comercializá-los.

Pouco tempo depois, o empresário Donald F. Duncan Sr., impressionado com a popularidade desse simples objeto, comprou a empresa de Pedro Flores, e a transformou na Duncan Company, que passaria a ser a responsável pela imensa popularização do ioiô nas décadas seguinte. Em 1962, só a Duncan chegou a vender 45 milhões de ioiôs nos Estados Unidos, onde a população de crianças era de apenas 40 milhões.

Nos últimos 20 anos, a tecnologia vem mudando a cara dos ioiôs. Nos anos 80, os ioiôs "inteligentes" que retornavam para a mão do dono automaticamente foram criados e nos anos 90 o uso de rolamentos nos ioiôs resultou em uma evolução inédita nas manobras realizadas.

Os ioiôs atuais empregam tecnologia de ponta, a madeira e plástico usados há decadas foram substituídos por novos materiais, como aço, alumínio e policarbonato.

Os truques e manobras acompanharam essa evolução e o ioiô agora é praticado com seriedade em muitos países. A destreza e habilidade dos melhores jogadores chegam a ser equiparadas àquelas dos grandes malabaristas.

Fonte: Associação Brasileira de Ioiô

Bilboquê

O bilboquê é um brinquedo muito antigo, encontrado em diferentes países, como Japão, México, Estados Unidos e França, com pequenas variações em sua forma. Até hoje ninguém descobriu quem o inventou nem quando apareceu.

Pinturas de artistas europeus indicam que o brinquedo era jogado pelos reis e pelos nobres e muito possivelmente também pelas pessoas comuns, nas ruas. Sabe-se que no fim do século XVI ele era conhecido e vendido na França. O bilboquê é uma bola de madeira com um furo, presa por um cordão e um bastão pontudo, onde ela deve ser encaixada. É também conhecido por emboca-bola. Segundo pesquisadores, bilboquê é uma palavra de origem francesa, tendo relação com a palavra bille, que tanto pode ser traduzida como "pequeno bastão", como por "bolinha-de-gude”, e aparece em textos desde 1534.

Na França, o bilboquê era um dos brinquedos favoritos do rei Henrique III (1555-1589) e esteve em moda na Corte de Luís XIV (1638-1715). No Japão, recebe o nome de kendama e em diversos países latino-americanos, recebe o nome de balero.

Fonte: Origem dos Brinquedos

Boneco Malabarista

O boneco malabarista é também conhecido como Mané Gostoso em algumas regiões do Brasil. Ele é fruto da imaginação e criatividade de Otávio José da Silva, nascido em 1930 no município de Camocim de São Félix, próximo de Caruaru, em Pernambuco. Como muitas crianças na época, o Sr. Otávio passava muito do seu tempo ajudando os pais em trabalhos no campo.

Entre um trabalho e outro, ainda aos 10 anos, ele montou o primeiro boneco acrobata, unido duas varetas com um cordão, ainda de forma completamente rústica. O brinquedo foi tomando forma com o passar do tempo até chegar ao formato que conhecemos hoje e alegrou muitas gerações de crianças.

O momento da criação, ele mesmo conta: "Bom, aí quando eu completei 10 anos, aí eu disse, 'vou usar outro negócio'. Eu usava casca de cunha... Aí furei outro buraco, botei duas linhas, aí quando eu fiz assim aquela rodinha fazia 'vul vul'!(risos) Eu achava era bonitinho. Aí eu fiz isso, aí fui mostrar ao meu pai. Eu fazia assim, aí quando eu fazia assim, aquela rodinha com dois buraquinhos puxando. 'Olha meu pai, como é bonitinho tá vendo?' Aí quando eu mostrei ao meu pai, vige Maria!, que meu pai ficou doidinho com aquele bonequinho! Aí pai ficava brincando com ele assim, mai como é tão gostoso, é gostosim de mais. Aí eu digo aí, o nome dele eu vou botar Mané gostoso!".

Fonte: Brasil Escola